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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Em Pernambuco, candidatos a governador poderão gastar até R$ 9,1 milhões


Em 2014, Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro Neto (PTB) gastaram o dobro dos R$ 9,1 milhões cada um em suas campanhas / Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Em 2014, Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro Neto (PTB) gastaram o dobro dos R$ 9,1 milhões cada um em suas campanhas
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Paulo Veras
As novas regras de financiamento eleitoral para 2018 vão impor uma redução significativa nos gastos da campanha em Pernambuco para todos os cargos. Com 6,5 milhões de eleitores, os candidatos a governador poderão gastar no máximo R$ 9,1 milhões no primeiro turno. O valor é menos da metade dos R$ 19 milhões em gastos declarados pelo governador Paulo Câmara (PSB) e dos R$ 24,5 milhões que o senador Armando Monteiro Neto (PTB) afirmou ter empregado na ocasião.
“Isso não gera preocupação. Primeiro porque não vai se aplicar apenas ao governador Paulo Câmara, mas a todos os candidatos que disputarão a eleição. Em 2016, a gente teve oportunidade de ter uma situação semelhante. Nós tivemos uma redução de gastos em relação a 2012 na campanha do prefeito Geraldo Julio de cerca de 25% a 28%”, explica Sileno Guedes, presidente do PSB-PE.
De acordo com Sileno, dois fatores ajudarão as eleições a ficarem mais baratas em 2018. O primeiro é a redução de 45 dias no tempo de duração das campanhas e de dez dias no período direcionado ao guia eleitoral. A programação na TV também ficará mais curta. Além disso, alguns materiais de divulgação que foram permitidos em 2014, como a pintura de muros e o uso de cavaletes, não serão mais possíveis em 2018.
“A campanha agora se dá muito através das redes sociais também. O governador tem andado o Estado. Nós temos o maior número de deputados federais, estaduais, vereadores e prefeitos. E uma militância aguerrida que fará a diferença nas ruas”, projeta o socialista.

Para Armando Monteiro, a redução no teto de gastos eleitorais vai fazer com que as campanhas sejam mais criativas. O petebista também vê as redes sociais como uma opção para ampliar o alcance das propostas a um custo mais baixo. O senador foi relator da criação do Fundo de Financiamento da Democracia, que surgiu para suprir o fim das doações empresariais.
“A gente tem que jogar com as regras que estão estabelecidas. Não há dúvidas de que tendo limites mais baixos e tendo algumas fontes de financiamento que não existem mais, como o financiamento empresarial, evidentemente o que tem que fazer é uma campanha dentro desse limite. Não se pode imaginar que você tenha que fazer campanha com fontes clandestina. O que significa gastar menos com marketing”, explica Armando.

Teto para senador e deputado

Não só os candidatos a governador terão que se desdobrar para fazer campanha com menos recursos. Para o Senado, o limite de gastos em Pernambuco ficou estipulado em R$ 3,5 milhões. A cifra está bem abaixo do que foi declarado à Justiça Eleitoral pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB): R$ 6,7 milhões.
Os postulantes ao cargo de deputado federal poderão investir até R$ 2,5 milhões. Já quem quiser tentar uma vaga na Assembleia Legislativa poderá gastar até R$ 1 milhão. Até 2014, não havia um teto de gastos definidos pela Justiça. Antes do início de cada campanha, os próprios candidatos informavam o valor máximo que pretendiam despender no pleito.

Campanhas para governador e senador ficarão mais baratas em Pernambuco com nova regra da Justiça Eleitoral.

Do Jornal do Comercio.

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