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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Enfermeira é presa por suspeita de tentar matar recém-nascidos

Enfermeira é presa por suspeita de tentar matar recém-nascidos
Policiais da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) prenderam, nesta questa-feira (2), uma enfermeira suspeita de tentativa de homicídio de quatro recém-nascidos em um hospital particular de Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Imagens de uma câmera do Hospital Real D'Or, em frente ao leito de uma das vítimas, mostram a ação da enfermeira, que já foi afastada da unidade. Mesmo não estando no seu horário de trabalho, ela aparece nos locais dos crimes retirando os cateteres dos recém-nascidos.De acordo com as investigações, Simone rompeu, intencionalmente, ora com tesoura, ora com as mãos, cateteres inseridos em recém-nascidos que se encontravam em incubadoras na UTI Neonatal.
No vídeo, ela se aproxima de uma incubadora, observa o estado de saúde de um bebê internado e entrega algo para outra técnica de enfermagem. Quando a técnica de enfermagem sai, ela se aproxima de novo da incubadora. Segundo a polícia, ela pega uma tesoura, corta o cateter e tenta esconder. A ação dura cerca de nove segundos.
Mais de vinte minutos depois, uma outra enfermeira se aproxima, ela coloca luvas pra atender a criança. Ainda segundo a polícia ela percebe o problema e se desespera.
A polícia descobriu que Simone cortou os cateteres de bebês recém-nascidos pelo menos 4 vezes só na segunda quinzena de janeiro. As crianças correram risco de hipoglicemia e infecção e, por isso, a enfermeira foi indiciada por tentativa de homicídio. Na delegacia, Simone negou as acusações.
No inquérito da polícia há fotos dos bebês com os braços machucados. O hospital percebeu a quebra dos equipamentos, abriu uma sindicância interna e avisou à polícia.
Durante a sindicância na unidade, Simone foi ouvida, sem saber que era suspeita de cometer os crimes, e chegou a dizer que possuía o treinamento necessário para realizar a troca de cateter e que se algo do tipo aconteceu teria sido por "má fé" de algum profissional.
Em nota, o Hospital esclareceu que não houve qualquer dano ou consequência aos pacientes em decorrência do reportado. O Hospital possui e segue continuamente rígidos protocolos de segurança, tendo imediatamente e de modo preventivo afastado a profissional em questão e em seguida comunicado a situação alegada às autoridades policiais competentes para a devida averiguação e providências.
A delegada titular da unidade, Juliana Emerique, informou que o mandado foi expedido pelo Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital/RJ.

G1
Foto: Divulgação / Polícia Civil

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