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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Polícia Civil de Pernambuco desarticula quadrilha que roubava e vendia máquinas agrícolas

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu e desarticulou uma quadrilha responsável por um golpe para roubar e revender máquinas agrícolas por até 10% do valor de mercado. Batizada de “Arapuca”, a investigação teve início em dezembro do ano passado, quando o esquema foi descoberto. Nove pessoas tiveram mandado de prisão expedidos pela Comarca de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. As prisões ocorrem no Recife e em Limoeiro, no Agreste.
Quatro homens, apontados como líderes do crime, já estariam presos, comandando o golpe de trás do sistema prisional.
De acordo com o delegado José Cláudio Nogueira, gestor da Diretoria Integrada Especializada (Diresp), os envolvidos comercializavam equipamentos, que no mercado custavam em torno de R$ 200 mil a R$ 300 mil, por R$ 30 mil ou R$ 40 mil.
“Simulando ser um locador, os acusados alugavam os equipamentos e quando as empresas levavam as máquinas para local combinado onde seria realizado o serviço, os criminosos anunciavam o assalto. Rendiam as vítimas e roubavam as máquinas, que geralmente, eram levadas para o interior do estado e vendidas bem mais barata”, explicou.
O delegado informou que as pessoas que foram pegas com as máquinas poderão ser indiciadas por receptação. A Polícia já identificou seis roubos de máquinas. Mas pode ser que surjam outros crimes, que tenham sido registrados em outras unidades policiais, além do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri).
O delegado disse ainda, que entre os presos estão chefes do grupo, executores dos roubos e intermediários. “Não podemos afirmar ainda quem são esses compradores que pegavam as máquinas. Quando todos forem identificados, poderão ser presos”, afirmou.
A Arapuca foi a 26ª operação de repressão qualificada desencadeada este ano pela Polícia Civil, comandada pelo Diresp, com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil. Um total de 55 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães participaram dos trabalhos. Os presos e o material recolhido foram levados para a sede do departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, na Zona Oeste do Recife.

Do Didi Galvão

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