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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Escolha cuidadosamente. E daí?

Carlos Brickmann
Vamos fazer de conta que todos os que se dizem candidatos vão mesmo ser candidatos (não vão – mas no Brasil acontecem tantas coisas estranhas que, de repente, pode até ser que os candidatos estejam falando a verdade).
O líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, lembra com saudades o regime militar, em que a presença do Estado na economia foi gigantesca. Já se manifestou em favor de mais Estado na economia. Mas seu principal guru econômico é Paulo Guedes, seguidor da Escola de Chicago, que defende menos Estado na economia e mais iniciativa privada.
Alckmin é do mesmo PSDB de Fernando Henrique, que privatizou a Vale, os telefones, muitas rodovias. Mas foi Alckmin que vestiu a jaqueta ridícula cheia de nomes de empresas estatais, num debate com Lula, para provar que era contra privatizá-las. O PSB inclui, em seu nome, a ideia socialista. Mas pode acabar apoiando Alckmin, que nada tem de socialista. Ou Ciro, que se diz de esquerda, mas foi quem implantou o Plano Real.
Lula não pode ser candidato, por causa da Lei da Ficha Limpa. Mas quer ser o candidato preferencial da esquerda. Em seu Governo, empreiteiras e banqueiros jamais ganharam tanto, nem foram tão agradecidos.
O caro leitor escolhe com carinho o candidato que exprime suas ideias. Mas pode estar votando contra o que pensa. Como se defender desse risco?
Difícil: tendo sorte, talvez. Chamar os universitários não adianta.

Do Magno Martins

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