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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Armando desiste do Senado e afunda chapa de Raquel Lyra

 Armando passou as últimas semanas avaliando com familiares sobre entrar na disputa. 

Uma baixa considerável nas pretensões da pré-candidata ao Governo, Raquel Lyra (PSDB). O ex-senador Armando Monteiro Neto (PSDB) desistiu de disputar novamente a Casa Alta na chapa da tucana. O fato representa uma “ducha fria” e um “duro golpe” para Raquel, logo às vésperas das convenções partidárias.

Armando passou as últimas semanas avaliando com familiares sobre entrar na disputa. O grande atrativo é sua boa posição nas recentes pesquisas de intenções de voto. Em alguns levantamentos, figurou em segundo lugar, com mais de 20%, ficando atrás apenas para Mendonça Filho (União Brasil), que também não disputará.

Deve ter ficado convencido que tanto seus índices quanto os de Mendonça se tratam meramente de recall de eleições anteriores. Monteiro disputou três majoritárias seguidas, sendo o Senado em 2010 e o Governo de Pernambuco em 2014 e 2018. É natural, portanto, que entrasse no jogo com bons índices, mas tenderia a reduzir ao longo da campanha.

As condições da chapa majoritária também não são atrativas. Raquel largou na frente nas pesquisas do início do ano, mas vem perdendo fôlego desde a entrada de Marília Arraes (Solidariedade). Os últimos levantamentos apontam Marília na casa dos 30% e os demais candidatos em empate técnico, com Raquel pouco a frente, mas na casa dos 13%.

Tendo apenas o Cidadania na aliança, dificilmente o PSDB será páreo para a Frente Popular, de Danilo Cabral (PSB). Além disso, a polarização nacional beneficia Anderson Ferreira (PL), candidato de Bolsonaro em Pernambuco. Raquel não tem um palanque nacional, haja vista que o PSDB desistiu de lançar João Dória e as conversas com Simone Tebet (MDB) seguem truncadas. O cenário todo pesa para a decisão de Monteiro recuar e disputar a Câmara Federal, como eram seus planos originais.

Raquel, única pré-candidata que ainda não anunciou os nomes para a vice e o Senado, terá de repensar tudo. Inclusive sobre sua própria candidatura ao Governo, e uma eventual mudança para o Senado, o que seria o sonho de Miguel Coelho.

Resta saber se ambos cairão abraçados ou se seria a única salvação para chegarem ao segundo turno.


         Informação blog Ricardo Antunes 

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