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sábado, 3 de setembro de 2022

Pernambuco confirma transmissão comunitária de varíola dos macacos; estado tem 502 casos notificados

 Segundo estado, nesse estágio, não é mais possível identificar a origem da infecção. Boletim desta quinta (1'º) mostra que 42 casos foram confirmados.


Erupções cutâneas são típicas nos casos de varíola dos macacos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera


Com 502 casos notificados e 42 atestados por exames laboratoriais, o governo de Pernambuco confirmou, nesta quinta (1º), a transmissão comunitária de varíola dos macacos (monkeypox) no estado. Isso significa que, nesse estágio, não é mais possível identificar a origem da infecção.

O novo boletim foi divulgado no início da noite pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Ao todo, o estado tem 351 casos ainda estão em investigação. Até esta quinta, 109 ocorrências tinham sido descartadas.

No boletim anterior, de 26 de agosto, Pernambuco tinha notificado 387 casos e confirmado 23 ocorrências da doença.

Por meio de nota, a secretária-executiva de Vigilância em Saúde, Patrícia Ismael, afirmou que a transmissão comunitária já era esperada, uma vez que “diversos estados do país já confirmaram a circulação sustentada e a disseminação autóctone do vírus”.

Segundo ela, do ponto de vista da vigilância epidemiológica, “permanecem todas as ações de monitoramento e acompanhamento dos casos, assim como a obrigatoriedade da notificação compulsória pelos serviços de saúde”.

O estado afirmou que a maioria dos casos se manifesta de forma leve. No entanto, o governo adverte que a população deve ficar mais atenta com relação aos sintomas, como as lesões na pele.

Segundo o boletim mais recentes, os casos foram confirmados em pacientes dos seguintes municípios:

Recife (27)
Olinda (2)
Caruaru (2)
Surubim (1)
Condado (1)

Desse total, são 36 homens e seis mulheres com casos confirmados de varíola dos macacos em Pernambuco. Todos estão em isolamento domiciliar.

Dezoito pacientes têm entre 20 e 29 anos. Quatorze pessoas estão na faixa entre 30 e 39 e oito, entre 40 e 49 anos. Dois doentes têm mais de 60 anos.

Os 351 casos que estão em investigação são de pessoas residentes nos seguintes municípios:


Recife (53)
Olinda (44)
Jaboatão dos Guararapes (42)
Paulista (25)
Caruaru (10)
Petrolina (11)
Carpina (9)
Camaragibe (7)
Buíque (4)
Jatobá (3)
São José do Egito (3)
Ipojuca (2)
Pedra (2)
Tabira (2)
Altinho (1)
Catende (1)
Condado (1)
Granito (1)
Ipubi (1)
Jaqueira (1)
Jucati (1)
Lajedo (1)
Pombos (1)
Sairé (1)

Os casos notificados são de 198 homens e 151 mulheres. Todos são acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais

As faixas etárias são as seguintes: 0 a 9 (52 casos), 10 a 19 (58), 20 a 29 (79), 30 a 39 (60), 40 a 49 (51) e 50 a 59 (30) e 60 e mais (19.

Transmissão

Varíola dos macacos: o que você precisa saber

Com 3.788 casos diagnosticados de varíola dos macacos até o dia 21 de agosto, o Brasil superou o Reino Unido e a Alemanha, e agora é o terceiro país com mais doentes confirmados no mundo.

Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, outros 4.175 casos são considerados suspeitos e aguardam resultado do exame RT-PCR para confirmar ou descartar a doença.

Em junho, a SES-PE emitiu nota técnica para os serviços de saúde das redes públicas e também privada sobre as diretrizes a serem adotadas para vigilância, acompanhamento e manejo clínico dos casos suspeitos e confirmados.

A varíola dos macacos foi declarada emergência global em saúde pela Organização Mundial em Saúde (OMS).

primeiro caso confirmado em Pernambuco foi "importado", envolvendo um morador de São Paulo. O homem saiu de Guarulhos para passar uma temporada no Grande Recife.

No dia 9 de agosto, o infectologia Demétrius Montenegro, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, alertou que “sintomas leves” dificultam o diagnóstico da doença.

Sintomas


Varíola dos macacos é semelhante à varíola que já foi erradicada, mas menos severa e menos infecciosa — Foto: Science Photo Library

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama, independentemente da orientação sexual de quem está infectado.

A doença costuma causar os seguintes sintomas iniciais:

febre;
dor de cabeça;
dores musculares;
dor nas costas;
gânglios (linfonodos) inchados;
calafrios;
exaustão

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

De acordo com o Ministério da Saúde, as pessoas com sintomas da doença devem procurar atendimento médico caso apresentem algum sintoma suspeito, e emitiu as seguintes recomendações:

Mantenham uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus;
Afastem-se de pessoas que apresentem sintomas suspeitos como febre e lesões de pele-mucosa (erupção cutânea, que habitualmente afeta o rosto e as extremidades e evolui de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e posteriormente crostas);
Usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente;
Estejam alertas para observar se sua parceria sexual apresenta alguma lesão na área genital e, se presente, não tenham contato;
Procurem assistência médica, caso apresentem algum sintoma suspeito, para que se estabeleça diagnóstico clínico e, eventualmente, laboratorial.

Por g1 PE

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