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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Preso quase cinco meses após crime, filho fingiu ter achado corpo da mãe após matá-la por dinheiro na cidade de Moreno

 

Um homem de 41 anos foi preso preventivamente acusado de matar a própria mãe, a professora aposentada Euda Cavalcanti de Lira, em agosto de 2023, na cidade de Moreno, na Região Metropolitana do Recife. Segundo o mandado de prisão, Heronildo Quintino de Lira Júnior assassinou a genitora por razões financeiras e fingiu tê-la encontrada morta dentro de casa ocasionalmente diante da polícia, amigos e familiares da vítima.

"Conforme pontuou a autoridade policial, não foi perceptível a falta de outros pertences na residência que não fossem os cartões de crédito e o celular da vítima, o que fortalece a ideia de que o suspeito precisaria ter acesso aos dados da vítima para obter vantagem financeira", explica o juiz no mandado.

O corpo de Euda foi "encontrado" por Heronildo em 29 de agosto, mas depoimentos de testemunhas afirmam que a morte dela aconteceu na noite de dois dias antes, em 27 de agosto, um domingo, momento em que o celular dela parou de receber mensagens enviadas por amigos e vizinhos.

Testemunhas também relataram durante as investigações do crime que Heronildo Quintino de Lira Júnior não teria expressado "emoções condizentes de uma pessoa que acabara de saber que a mãe foi morta de forma violenta".

O mandado de prisão foi expedido na última terça-feira (16), tendo sido cumprido na manhã de quarta-feira (17) pela Delegacia de Moreno. A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e aguarda o resultado da audiência de custódia de Heronildo.
Em 29 de agosto de 2023, a polícia encontrou o corpo de Euda dentro da casa onde ela morava, na rua Oscar Tolentino de Oliveira, bairro da Cohab. Ela foi morta com um golpe de instrumento contundente na cabeça. Cartões de bancos, cartão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e o celular da aposentada foram levados, o que fez a polícia investigar o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

No mandado de prisão, ao qual a Folha de Pernambuco teve acesso, o juiz Gabriel Araújo Pimentel, da Vara Criminal de Moreno, afirma que Heronildo Quintino de Lira Júnior e a mãe tinham discussões constantes e ele a explorava financeiramente. A professora chegou a trocar as fechaduras da casa várias vezes para tentar impedir a entrada do filho no local. Ele também fazia diversas compras nos cartões da mãe, inclusive não autorizadas pela mãe.

"Conforme pontuou a autoridade policial, não foi perceptível a falta de outros pertences na residência que não fossem os cartões de crédito e o celular da vítima, o que fortalece a ideia de que o suspeito precisaria ter acesso aos dados da vítima para obter vantagem financeira", explica o juiz no mandado.

O corpo de Euda foi "encontrado" por Heronildo em 29 de agosto, mas depoimentos de testemunhas afirmam que a morte dela aconteceu na noite de dois dias antes, em 27 de agosto, um domingo, momento em que o celular dela parou de receber mensagens enviadas por amigos e vizinhos.

Testemunhas também relataram durante as investigações do crime que Heronildo Quintino de Lira Júnior não teria expressado "emoções condizentes de uma pessoa que acabara de saber que a mãe foi morta de forma violenta".

O mandado de prisão foi expedido na última terça-feira (16), tendo sido cumprido na manhã de quarta-feira (17) pela Delegacia de Moreno. A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e aguarda o resultado da audiência de custódia de Heronildo.


Com informações da Folha de Pernambuco

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